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Retirada de Mama Axilar

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Termo Técnico: Exerese de Mama acessória

Definição: A formação da glândula mamária feminina é decorrente de uma linha que vai das axilas até às pregas inguinais. Com o desenvolvimento do embrião toda a linha de glândulas mamárias vai atrofiando-se até restar apenas um par de brotos mamários na região anterior do tórax. Esses brotos, por ocasião do estímulo hormonal da adolescência, desenvolvem-se transformando-se em mamas.

Não se sabe o porquê, em algumas mulheres a atrofia da glândula mamária nesta linha não se dá totalmente. Nesse caso, persistem mamas chamadas de acessórias e que são geralmente atróficas, preferencialmente na região axilar, mas podem estar em qualquer parte desta linha embriológica. O tratamento dessa patologia é feito através de uma incisão na prega axilar e uma mastectomia subcutânea (retirada do tecido mamário).

Tipo de anestesia

Geralmente anestesia local com sedação. Vale lembrar que a decisão do melhor tipo de anestesia fica a cargo do médico anestesista, que decidirá após conversa com o cirurgião e o próprio paciente.

Tempo de duração

Em média de 30 minutos a 1 hora, a depender da quantidade de tecido mamário.

Período de internação

Em geral de 6 a 12 horas.

Evolução pós-operatória

Não é necessário o uso de cintas modeladoras, considerando-se um procedimento mais simples do que o de outras cirurgias mamárias. Pode ocorrer edema (inchaço) na região operada e equimose (manchas roxas) que desaparecem em média com 7 a 14 dias, sendo o edema mais duradouro.

A restrição de movimentação dos braços é uma medida de cuidado, e dura alguns dias, pois geralmente os pontos nessa região axilar não apresentam tensão, e assim não há de se preocupar com a sua abertura.

O período de recuperação é geralmente curto, e a paciente poderá voltar às suas atividades habituais com 7 a 15 dias e às atividades físicas de maior intensidade com 30 dias.

Cicatrizes

Estão posicionadas na prega axilar (geralmente na área de pêlos) e como toda cicatriz não patológica, é de bom aspecto nos primeiros 30 dias, seguindo uma fase de vermelhidão e hipertrofia que pode durar mais de 12 meses até à sua maturação e clareamento em torno dos 18 meses.

Complicações possíveis

É preciso entender que cada organismo reage de uma determinada maneira à cirurgia. Como exemplo, citamos a reação individualizada a determinados medicamentos, o que nos leva a preferir “esse ou aquele remédio”. Nesse sentido, independentemente do trabalho médico ter sido feito com o maior zelo, perícia e cautela, o resultado final também dependerá da reação do organismo à cirurgia e dos cuidados pós-operatórios, podendo em alguns casos ocorrer resultados desfavoráveis. Entre eles que, felizmente, são raros, o (a) paciente pode apresentar:

* Infecção;

* Necrose de pele, por deficiência circulatória (sendo o tabagismo sua maior causa);

* Abertura dos pontos realizados;

* Complicações anestésicas - conforme o tipo de anestesia realizada - podendo acontecer alergia a medicamentos (choque anafilático), vômitos repetitivos, hipertermia maligna, etc;

* Complicações estéticas: cada pessoa tem um tipo de cicatrização. São exemplos de complicações estéticas o aparecimento de quelóides, hipercromia de cicatrizes (escurecimento), etc;

* Hematoma;

* Glândula mamária residual;

* Alteração de sensibilidade da área operada;

* Entre outras

Recomendações pré-operatórias

* Compareça ao local da cirurgia (hospital, clínica), no horário previsto e marcado na sua guia de internação;

* Apresentar-se para a internação acompanhado (a) de alguém;

* Comunicar qualquer anormalidade apresentada ou uso de medicações antes da internação (ex: doenças, uso de medicações como AAS e anti-inflamatórios que devem ser suspensos 7 dias antes da cirurgia, bem como chá de alho ou GinkoBiloba,etc.);

* Tomar banho de corpo inteiro na véspera da cirurgia;

* Não usar esmalte de cor escura;

* Jejum mínimo de 8h antes da cirurgia (inclusive de água), evitando bebidas alcoólicas ou refeições fartas na véspera da cirurgia;

* Não levar objetos de valor, pois a perda é de responsabilidade do paciente;

Recomendações pós-operatórias

* Evitar esforço físico

* Não movimentar os braços em excesso. Obedecer às instruções que serão dadas por ocasião da alta hospitalar, relativas à movimentação dos membros superiores;

* Evitar molhar o curativo até que receba autorização para tanto, normalmente após o segundo dia de pós-operatório;

* Não se expor ao sol ou friagem por um período de 30 dias;

* Obedecer rigorosamente à prescrição médica;

* Voltar ao consultório para a troca de curativos e controle pós-operatório nos dias e horários marcados;

* Alimentação normal (salvo em casos especiais, que receberão orientação específica);

* Devido ao fato de estar sentindo-se muito bem, a paciente às vezes pode esquecer-se de que foi operada recentemente, permitindo-se esforços prematuros que poderão lhe trazer prejuízos;

* Consultar essas instruções tantas vezes quantas forem necessárias;

* Consultar o Dr. Diogo sobre quando poderá voltar às atividades normais;

* O resultado esperado também depende de você.

Lembretes importantes

* Toda cirurgia envolve riscos e toda intervenção com finalidades estéticas quanto reparadoras pode necessitar de retoques;

* Essas recomendações são gerais e dizem respeito à evolução habitual de pós-operatório, podendo ocorrer complicações não contidas neste informativo com as respectivas orientações que se fizerem necessárias.

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Consultório: Dr. Diogo Pedroso

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