Project Description

Cirurgia Pós Bariátrica

TERMO TÉCNICO: CIRURGIA APÓS GRANDE PERDA PONDERAL

Definição: Esse capítulo específico da cirurgia plástica inclui vários procedimentos estéticos/reparadores, não diferindo muito da técnica cirúrgica convencional, a não ser pela tração dos tecidos e relativa possibilidade de perda mais precoce do resultado, sendo necessários, muitas vezes procedimentos complementares. Os mais solicitados pelas pacientes são: plástica de abdômen, torsoplastia (plástica dos flancos), lift (retirada de pele e gordura) de braços e coxas, mamoplastia com ou sem prótese de silicone, gluteoplastia com enxerto de gordura e/ou prótese de silicone e plástica de face.

Plástica de abdômen

O termo dermolipectomia tem sido usado muitas vezes como sinônimo de abdominoplastia o que é errado. A abdominoplastia envolve a retirada do excesso de pele e gordura do abdome associada ao tratamento da parede músculo-aponeurótica (plicatura dos retos abdominais), enquanto a dermolipectomia é o tratamento apenas do excesso de pele e gordura. Já a Lipoabdominoplastia é a associação da abdominoplastia com a lipoaspiração do abdômen, que geralmente é mais comedida quando comparada com a lipoaspiração isolada nos casos de excesso de gordura sem flacidez de pele.

Nos pacientes após grande perda ponderal notamos um excesso de pele além do habitual, sendo necessária uma avaliação anatômica detalhada (cicatrizes, grau de flacidez, etc) associada aos anseios do paciente para se definir a melhor técnica: abdominoplastia convencional, abdominoplastia com cicatriz em “âncora”, abdominoplastia associada a torsoplastia, etc.

Torsoplastia

Termo utilizado para definir o tratamento do excesso de pele e gordura dos flancos (“cintura” – continuidades laterais do abdômen até a região lombar). Esse procedimento geralmente é indicado quando existe redundância de pele local, onde a lipoaspiração não seria suficiente para o tratamento dos incômodos “pneuzinhos” chamados popularmente.

Lift de Braços

Termo utilizado para definir a retirada do excesso de pele e gordura dos braços. A incisão geralmente é posicionada no sulco biciptal (parte interna dos braços) ou posterior. Traz uma melhora importante do contorno dessa região anatômica, porém com o inconveniente de uma cicatriz visível e as vezes até inestética.

Lift de Coxas

Termo utilizado para definir a retirada do excesso de pele e gordura das coxas. A incisão geralmente é posiciona na parte interna das coxas, começando na região inguinal (virilha) e seguindo até a parte interna do joelho em casos mais graves. Segue a mesma “filosofia” do lift de braços, com melhora do contorno e flacidez à custa de cicatrizes.

Mamoplastia com ou sem prótese

Cirurgia indicada para pacientes que apresentam mamas caídas, com excesso de pele, e que desejam o aumento e/ou levantamento das mamas com ou sem a inclusão de uma prótese de silicone. Normalmente, as cicatrizes são menores do que as de redução mamária clássica.

O resultado alcançado dependerá do grau de perda do volume mamário, do excesso de pele, e sua consistência que é influenciada, dentre outros, por fatores como a desnutrição devido à alimentação inadequada após cirurgia de redução de estômago (pós-bariátrica).

Gluteoplastia

Procedimento indicado para aumento de volume dos glúteos, através da utilização de prótese de silicone e/ou enxerto de gordura. Quando indicado associamos a lipoaspiração de flancos (cintura), culotes e também enxerto de gordura na área de depressão da região lateral dos glúteos.

Plástica de face

A face é dividida em três segmentos, a saber: terço superior (região da testa e supercílios), terço médio (região das bochechas, “bigode chinês” e lábios) e o terço inferior (região do pescoço –“papadas”). Cada região pode ser tratada separadamente ou em conjunto a depender da análise criteriosa de cada caso. A cirurgia de rejuvenescimento facial passou por uma mudança de concepção nos últimos anos. A premisse de que o tratamento se consiste apenas no descolamento e na tração da pele, corrigindo assim a flacidez e melhorando as rugas, foi “jogada por terra”. Com essa modalidade se conseguia até bons resultados, porém artificiais, o que resultava em uma pele esticada em um rosto de contornos envelhecidos. Na concepção atual, não devemos apenas tracionar e retirar o excesso de pele, e sim repor os volumes da face, mediante enxerto de gordura e/ou outras técnicas de preenchimento, associada à lipoaspiração minuciosa de bolsões de gordura no terço inferior da face. Técnica esta aperfeiçoada durante minha formação com o Dr. José Carlos Daher, detentor de inúmeros trabalhos publicados sobre o tema. Um exemplo claro, e que muitas vezes é utilizado de forma pejorativa, é a casca do maracujá. Com o seu processo de envelhecimento a casca se torna toda cheia de rugas devido à desidratação e perda de volume. Será que só a tração dessa casca resolveria o problema? É obvio que a resposta é não. Assim, no tratamento de rejuvenescimento facial devemos utilizar a tração dos tecidos (pele e sistema músculo aponeurótico) associada à reposição dos volumes da face.

Lembretes importantes

* Toda cirurgia envolve riscos e toda intervenção com finalidades estéticas quanto reparadoras pode necessitar de retoques;

* Essas recomendações são gerais e dizem respeito à evolução habitual de pós-operatório, podendo ocorrer complicações não contidas neste informativo com as respectivas orientações que se fizerem necessárias.