Project Description

Plástica de Abdômen

ABDOMINOPLASTIA / LIPOABDOMINOPLASTIA

Termo técnico: Dermolipectomia Abdominal + Correção da diástase do músculo reto-abdominal / Abdominoplastia / Lipoabdominoplastia.

Definição: O termo dermolipectomia tem sido usado muitas vezes como sinônimo de abdominoplastia o que é errado. A abdominoplastia envolve a retirada do excesso de pele e gordura do abdome associada ao tratamento da parede músculo-aponeurótica (plicatura do músculo reto abdominal), enquanto a dermolipectomia é o tratamento apenas do excesso de pele e gordura. Já a Lipoabdominoplastia é a associação da abdominoplastia com a lipoaspiração do abdômen, que geralmente é mais comedida quando comparada com a lipoaspiração isolada nos casos de excesso de gordura sem flacidez de pele.

Boa indicação para abdominoplastia é a flacidez abdominal pós-parto, quando existe a predominância de pele excedente sobre pequena quantidade de gordura localizada.

Nos casos onde o peso da (o) paciente se apresenta um pouco acima do normal, bons resultados podem ser atingidos, em especial com a associação de lipoaspiração.

Em alguns casos se faz necessário o emagrecimento pré-operatório devido à quantidade de gordura visceral ( órgãos intra-abdominais, como o fígado e intestino) que impediria a plicatura do reto abdominal por gerar aumento da pressão intra-abdominal e consequente dificuldade respiratória. O processo de reeducação alimentar e um novo estilo de vida sempre são indicados. Casa contrário, iremos avaliar se a cirurgia é segura clinicamente e se o resultado será adequado para o paciente que estiver com sobrepeso, explicando as vantagens, desvantagens e limitações do procedimento. A associação da abdominoplastia com a lipoaspiração é comum e quando bem indicada traz um melhor resultado ao procedimento.

Boa indicação para abdominoplastia é a flacidez abdominal pós-parto, quando existe a predominância de pele excedente sobre pequena quantidade de gordura localizada.

Nos casos onde o peso da (o) paciente se apresenta um pouco acima do normal, bons resultados podem ser atingidos, em especial com a associação de lipoaspiração.

Em alguns casos se faz necessário o emagrecimento pré-operatório devido à quantidade de gordura visceral ( órgãos intra-abdominais, como o fígado e intestino) que impediria a plicatura do reto abdominal por gerar aumento da pressão intra-abdominal e consequente dificuldade respiratória. O processo de reeducação alimentar e um novo estilo de vida sempre são indicados. Casa contrário, iremos avaliar se a cirurgia é segura clinicamente e se o resultado será adequado para o paciente que estiver com sobrepeso, explicando as vantagens, desvantagens e limitações do procedimento. A associação da abdominoplastia com a lipoaspiração é comum e quando bem indicada traz um melhor resultado ao procedimento.

Tipo de anestesia

Geralmente anestesia peridural com sedação ou anestesia geral. Vale lembrar que a decisão do melhor tipo de anestesia fica a cargo do médico anestesista, que decidirá após conversa com o cirurgião e o próprio paciente.

Tempo de duração

Em média de 2 horas a 3 horas quando associada à lipoaspiração.

Período de internação

Em geral, 24 horas.

Evolução pós-operatória

A cirurgia normalmente não é dolorosa, mas nos primeiros 5 ou 7 dias pode ser desconfortante, devido à presença do dreno e a posição arqueada que é necessária para uma boa cicatrização da ferida operatória abdominal. Após 7 a 10 dias, quando o dreno já estiver sido retirado, a paciente poderá esticar o corpo um pouco mais, o que trará certo alívio. Com 15 dias são retirados praticamente todos os pontos da incisão (exceção do umbigo) e a paciente poderá andar erguida. Com 30 dias voltará à atividade praticamente normal, impedida apenas de realizar tarefas que requeiram muito esforço. Caminhadas serão liberadas, mas academia somente após 60 dias. O inchaço principal já diminuiu bastante, e o final do processo somente será avaliado após 6 a 12 meses.

Cicatrizes

A (o) paciente apresentará cicatriz arqueada na região inferior do abdômen próximo à transição dos pêlos pubianos ou dentro deles, somada à cicatriz da região umbilical. Até o 30º dia o corte apresenta bom aspecto, e poderá ocorrer discreta reação aos pontos ou ao curativo. Do 30º dia ao 12º mês haverá um espessamento natural da cicatriz e mudança nas tonalidades de sua cor, podendo passar de vermelho a marrom para, em seguida, começar a clarear. Por ser o período menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa os pacientes. Todavia, ele é temporário e varia de paciente à paciente. Do 12º ao 18º mês a cicatriz tende a tornar-se cada vez mais clara e menos espessa, atingindo assim o seu aspecto definitivo. Portanto, qualquer avaliação definitiva de uma cirurgia deste tipo deverá ser feita após um período de 18 meses.

O novo umbigo

Um dos maiores medos das pacientes que se submetem à abdominoplastia é a aparência do novo umbigo, por nós denominado de neoumbigo. Existem inúmeras técnicas para a confecção do mesmo com forma de “Y”, “V” entre outras. Dedicamos tempo especial a esta parte da cirurgia procurando não deixar pontos externos que marquem a pele e estigmatizem o procedimento, deixando o umbigo de uma forma mais anatômica possível, imitando o umbigo natural. Os pontos serão retirados somente com 30 dias por duas razões: são colocados de forma a não marcarem a pele; e porque assim reduzem a tensão na cicatriz  deixando-a mais estética. Vale lembrar que estenose (fechamento) do umbigo e cicatrizes inestéticas podem acontecer a despeito do cuidado médico, tendo tratamento previsto para esses casos.

Curativos

Usualmente utilizamos curativos que não precisam ser trocados nos primeiros 2 dias após o procedimento, exceto na região do dreno. O primeiro banho de chuveiro será liberado após 2 dias da cirurgia. Recomendamos o uso de cinta modeladora de forma ininterrupta, sendo retirada só no banho. O USO DO MODELADOR, QUE VISA FIRMAR A PELE DESCOLADA, NÃO DEVE APERTAR DEMASIADAMENTE, DEVIDO AO RISCO DE COMPROMETER A CIRCULAÇÃO CAUSANDO NECROSES DE TECIDOS. DEVE SER USADO PARA MAIOR CONFORTO E PARA ORIENTAR O PROCESSO DE CICATRIZACAO DA REGIÃO E NÃO PARA DIMINUIR MEDIDAS, COMO ERRÔNEAMENTE PENSA A MAIORIA DOS (AS) PACIENTES.

Complicações possíveis

É preciso entender que cada organismo reage de uma determinada maneira à cirurgia. Como exemplo, citamos a reação individualizada a determinados medicamentos, o que nos leva a preferir “esse ou aquele remédio”. Nesse sentido, independentemente do trabalho médico ter sido feito com o maior zelo, perícia e cautela, o resultado final também dependerá da reação do organismo à cirurgia e dos cuidados pós-operatórios, podendo em alguns casos ocorrer resultados desfavoráveis. Entre eles que, felizmente, são raros, o (a) paciente pode apresentar:

* Infecção;

* Necrose de pele, por deficiência circulatória (sendo o tabagismo sua maior causa) ou cinta modeladora demasiadamente apertada;

* Formação de hematomas por elevação da pressão arterial (podendo levar à necrose da pele por distensão);

* Abertura dos pontos realizados;

* Complicações anestésicas – conforme o tipo de anestesia realizada – podendo acontecer alergia a medicamentos (choque anafilático), vômitos repetitivos, hipertermia maligna, cefaléia (dor de cabeça) pós-peridural, etc;

* Trombose venosa – coagulação do sangue dentro das veias, ocorrendo frequentemente nas pernas, cujos sintomas são inchaço e dor.  A embolia ocorre quando esses trombos se deslocam e migram para o pulmão, o que pode acontecer até 30 dias após a cirurgia;

* Complicações estéticas: cada pessoa tem um tipo de cicatrização. São exemplos de complicações estéticas o aparecimento de quelóides, hipercromia de cicatrizes (escurecimento ), assimetrias, etc;

* Em caso de pacientes obesos (as), ou quando o procedimento cirúrgico for associado à lipoaspiração, é comum que ocorra eliminação ou acúmulo de líquido amarelado (seroma) em um ou mais pontos da cicatriz, o que costuma acontecer após o 8º dia pós-cirurgia, com a consequente necessidade de drenagem;

* Alteração de sensibilidade da área operada;

* Entre outras.

Recomendações pré-operatórias

* Compareça ao local da cirurgia (hospital, clínica), no horário previsto e marcado na sua guia de internação;

* Apresentar-se para a internação acompanhado (a) de alguém;

* Comunicar qualquer anormalidade apresentada ou uso de medicações antes da internação (ex: doenças, uso de medicações como AAS e anti-inflamatórios que devem ser suspensos 7 dias antes da cirurgia, bem como chá de alho ou GinkoBiloba,etc.);

* Tomar banho de corpo inteiro na véspera da cirurgia;

* Não usar esmalte de cor escura;

* Jejum mínimo de 8h antes da cirurgia (inclusive de água), evitando bebidas alcoólicas ou refeições fartas na véspera da cirurgia;

* Não levar objetos de valor, pois a perda é de responsabilidade do paciente;

* Levar a cinta modeladora e meias compressivas.

Cinta modeladora para abdominoplastia associada ou não a lipo de flancos (cintura).

Cinta modeladora para abdominoplastia associada a lipo de flancos e culotes.

Faixa abdominal (preparo para abdominoplastia e/ou correção de hérnias da parede abdominal).

Meia compressiva para profilaxia mecânica de trombose.

Cinta modeladora para abdominoplastia em homens associada ou não a lipo de flancos (cintura), costas, culotes e face interna das coxas.

Recomendações pós-operatórias

* Evitar esforço físico por um período de 30 dias.

* Evitar ao máximo subir ou descer escadas longas;

* Movimentar-se normalmente dentro de casa para melhora da circulação nas pernas;

* Evitar molhar o curativo até que receba autorização para tanto, normalmente após o segundo dia de pós-operatório.

* Não se expor ao sol ou friagem por um período mínimo de 30 dias.

* Andar com moderada flexão de tronco (corpo arqueado), mantendo passos curtos, durante um período de 15 dias;

* Obedecer rigorosamente à prescrição médica.

* Usar cinta modeladora por um período mínimo de 30 dias.

* Usar meias compressivas;

* A realização de drenagem linfática pós-operatória não é obrigatória, mas ajuda na recuperação, alcançando mais rápido o resultado esperado;

* Alimentação normal (salvo em casos especiais que receberão orientação específica);

* Obedecer rigorosamente à prescrição médica;

* Voltar ao consultório para a troca de curativos, nos dias e horários marcados;

* Consultar essas instruções tantas vezes quantas forem necessárias, restando alguma dúvida, contatar o Dr. Diogo ou outro profissional de sua equipe;

* O resultado esperado também depende de você.

Lembretes importantes

* Toda cirurgia envolve riscos e toda intervenção com finalidades estéticas quanto reparadoras pode necessitar de retoques;

* Essas recomendações são gerais e dizem respeito à evolução habitual de pós-operatório, podendo ocorrer complicações não contidas neste informativo com as respectivas orientações que se fizerem necessárias.