Project Description

Plástica de Face

TERMO TÉCNICO: RITIDOPLASTIA / FACE LIFT / REJUVENESCIMENTO FACIAL

Definição: A face é dividida em três segmentos, a saber: terço superior (região da testa e supercílios), terço médio (região das bochechas, “bigode chinês” e lábios) e o terço inferior (região do pescoço –“papadas”). Cada região pode ser tratada separadamente ou em conjunto a depender da análise criteriosa de cada caso. A cirurgia de rejuvenescimento facial passou por uma mudança de concepção nos últimos anos. A premisse de que o tratamento se consiste apenas no descolamento e na tração da pele, corrigindo assim a flacidez e melhorando as rugas, foi “jogada por terra”. Com essa modalidade se conseguia até bons resultados, porém artificiais, o que resultava em uma pele esticada em um rosto de contornos envelhecidos.

Na concepção atual, não devemos apenas tracionar e retirar o excesso de pele, e sim repor os volumes da face, mediante enxerto de gordura e/ou outras técnicas de preenchimento, associada à lipoaspiração minuciosa de bolsões de gordura no terço inferior da face. Técnica esta aperfeiçoada durante minha formação com o Dr. José Carlos Daher, detentor de inúmeros trabalhos publicados sobre o tema. Um exemplo claro, e que muitas vezes é utilizado de forma pejorativa, é a casca do maracujá. Com o seu processo de envelhecimento a casca se torna toda cheia de rugas devido à desidratação e perda de volume. Será que só a tração dessa casca resolveria o problema? É obvio que a resposta é não. Assim, no tratamento de rejuvenescimento facial devemos utilizar a tração dos tecidos (pele e sistema músculo aponeurótico) associada à reposição dos volumes da face.

As intervenções para tratamento do envelhecimento facial podem ser classificadas, de um modo geral, nos 4 “R”s : 1) Resurfacing (peelings químicos, dermoabrasão, e lasers ablativos e não ablativos); 2) Recontouring (os vários procedimentos cirúrgicos faciais); 3) Relaxing (a denervação química com agentes paralisantes, ou seja, Botox®) e 4) Replacement (através do aumento dos tecidos moles com uso de preenchedores).

Neste tópico, “Plástica de Face”, daremos ênfase aos procedimentos cirúrgicos, lembrando que estes geralmente estão associados a outras técnicas que acabamos de descrever (4 “R”s) e que podem ser pesquisadas nesse site.

Tipo de anestesia

Geralmente anestesia local com sedação ou anestesia geral. Vale lembrar que a decisão do melhor tipo de anestesia fica a cargo do médico anestesista, que decidirá após conversa com o cirurgião e o próprio paciente.

Período de internação

Em geral, 24 horas, dependendo do tipo de anestesia e do procedimento realizado.

Tempo de duração

Quando tratados todos os segmentos da face (terço superior, médio e inferior) dura em torno de 4 horas, e se houver associação com pálpebras acrescenta-se uma 1hora.

Evolução pós-operatória

É comum a ansiedade por parte de pacientes e familiares, relacionada ao edema (inchaço), equimoses (manchas roxas) e perda da sensibilidade em algumas regiões, decorrentes da cirurgia. Esses sinais e sintomas podem variar de paciente para paciente, mas fazem parte da evolução normal de pós-operatório.  Entre o 2º e o 7º dia de pós-operatório seus cabelos poderão ser lavados e penteados, todavia esses atos devem ser desempenhados com cautela e delicadeza. Para secá-los, faça uso de secador manual com ar discretamente aquecido (nunca quente). Com 7 a 10 dias, praticamente todos os pontos foram retirados e a(o) paciente segue para uma aparência mais natural, estando socialmente apresentável. No entanto, nenhum resultado de cirurgia estética de face deverá ser avaliado antes do 3º mês da intervenção. O uso de maquiagens é liberado após 12 dias do procedimento, com orientação do uso de produtos já utilizados pela paciente para evitar processos alérgicos inesperados. Caso use tinturas, essas estarão liberadas após a 3ª semana da cirurgia. Estes prazos podem variar de acordo com a recuperação do paciente.

Cicatrizes

As incisões começam no pé do cabelo (costeleta), ou pouco acima, na região temporal e descem em frente à orelha acompanhando seu contorno até o lóbulo. Seguem por trás desta, cerca de 4 centímentros, no ângulo formado entre a orelha e o crânio, quando  atingem horizontalmente o couro cabeludo. A presença de cicatrizes é inevitável, porém esta região corpórea apresenta boa cicatrização. O paciente deverá conscientizar-se que trocou um aspecto flácido, as rugas e os sulcos, por um rosto mais jovem à custa de algumas cicatrizes, que podem ser disfarçadas por recursos cosméticos ou penteados adequados. Pruridos (coceiras), ardor ou insensibilidade fazem parte de um processo cicatricial normal, sendo, porém passageiros. Lembre-se que cada organismo tem seu processo de cicatrização de maneira individualizada, que está ligada à sua genética e sobre essa seu médico não tem poderes.

Curativos

São usados curativos com compressas úmidas. O grande curativo (tipo bandagem) é retirado nas primeiras 24 horas de pós-operatório juntamente com os drenos, e podem ainda permanecer pequenos curativos sobre as cicatrizes residuais, caso sejam necessários.

Complicações possíveis

É preciso entender que cada organismo reage de uma determinada maneira à cirurgia. Como exemplo, citamos a reação individualizada  a determinados medicamentos, o que nos leva a preferir “esse ou aquele remédio”. Nesse sentido, independentemente do trabalho médico ter sido feito com o maior zelo, perícia e cautela, o resultado final também dependerá da reação do organismo à cirurgia e dos cuidados pós-operatórios, podendo em alguns casos ocorrer resultados desfavoráveis. Entre eles que, felizmente, são raros, o (a) paciente pode apresentar:

* Infecção;

* Necrose de pele, por deficiência circulatória (sendo o tabagismo sua maior causa);

* Formação de hematomas por elevação da pressão arterial (podendo levar à necrose da pele por distensão);

* Abertura dos pontos realizados;

* Trombose venosa – coagulação do sangue dentro das veias, ocorrendo frequentemente nas pernas, cujos sintomas são inchaço e dor.  A embolia ocorre quando esses trombos se deslocam e migram para o pulmão, o que pode acontecer até 30 dias após a cirurgia;

* Complicações anestésicas – conforme o tipo de anestesia realizada – podendo acontecer alergia a medicamentos (choque anafilático), vômitos repetitivos, hipertermia maligna, etc;

* Complicações estéticas – cada pessoa tem um tipo de cicatrização. São exemplos de complicações estéticas o aparecimento de quelóides, hipercromia de cicatrizes (escurecimento ), irregularidades da área operada, etc;

* Lesão de nervo da face (podendo causar paralisia temporária ou definitiva);

* Alteração de sensibilidade da área operada;

* Entre outras.

Recomendações pré-operatórias

* Compareça ao local da cirurgia (hospital, clínica), no horário previsto e marcado na sua guia de internação;

* Apresentar-se para a internação acompanhado (a) de alguém;

* Comunicar qualquer anormalidade apresentada ou uso de medicações antes da internação (ex: doenças, uso de medicações como AAS e anti-inflamatórios que devem ser suspensos 7 dias antes da cirurgia, bem como chá de alho ou GinkoBiloba,etc.);

* Tomar banho de corpo inteiro na véspera da cirurgia;

* Não usar esmalte de cor escura;

* Não usar maquiagem;

* Jejum mínimo de 8h antes da cirurgia (inclusive de água), evitando bebidas alcoólicas ou refeições fartas na véspera;

* Não levar objetos de valor, pois a perda é de responsabilidade do paciente.

Recomendações pós-operatórias

* Evite molhar o curativo do couro cabeludo por 24 horas;

* Aplique compressas de gaze estéril embebida em água fria filtrada ou soro fisiológico sobre os olhos e áreas operadas várias vezes ao dia, renovando-as a cada 30 minutos, durante os primeiros 5 dias. NÃO APLICAR GELO, pois a pele está insensível e podem ocorrer queimaduras;

* Uso de meias compressivas;

* Alimentação normal (salvo em casos especiais que receberão orientação específica);

* Evite sol, vento e friagem por um período de 30 dias;

* Quando sair de casa, usar óculos escuros e lenço nos cabelos e pescoço;

* Obedecer rigorosamente à prescrição médica;

* Voltar ao consultório para a troca de curativos, nos dias e horários marcados;

* Consultar essas instruções tantas vezes quantas forem necessárias. Restando alguma dúvida, contatar o Dr. Diogo ou outro profissional de sua equipe;

* O resultado esperado também depende de você.

Lembretes importantes

* Toda cirurgia envolve riscos e toda intervenção com finalidades estéticas quanto reparadoras pode necessitar de retoques;

* Essas recomendações são gerais e dizem respeito à evolução habitual de pós-operatório, podendo ocorrer complicações não contidas neste informativo com as respectivas orientações que se fizerem necessárias.