Project Description

Prótese de Mama

TERMO TÉCNICO: IMPLANTE MAMÁRIO / MAMOPLASTIA DE AUMENTO

Definição: Colocação de um implante mamário, geralmente prótese de silicone, para tratamento da hipomastia (mama pequena). Esta é uma das cirurgias plásticas mais procuradas em todo mundo, geralmente por pacientes que estão descontentes com o volume de suas mamas. Também indicada para melhorar o aspecto estético das mesmas. É um procedimento muito gratificante por trazer resultados imediatos e duradouros, porém com riscos inerentes à colocação de um corpo estranho (prótese) e a qualquer procedimento cirúrgico.

Tipo de anestesia

Geralmente anestesia peridural com sedação, local com sedação ou anestesia geral. Vale lembrar que a decisão do melhor tipo de anestesia fica a cargo do médico anestesista, que decidirá após conversa com o cirurgião e o próprio paciente.

Período de internação

De 12 a 24 horas, dependendo do tipo de anestesia realizada e das condições pós-operatórias da paciente.

Tempo de duração

Em média de 60 minutos, dependendo do caso.

Tamanho da prótese e evolução pós-operatória

O novo volume mamário pode ser escolhido, já que estão disponíveis vários tamanhos de próteses de silicone, porém, a forma (ex: reduzir o afastamento das mamas) nem sempre é alcançada. É importante lembrar que a escolha deve obedecer à norma de harmonia em relação, não só ao tórax da paciente, quanto ao seu físico, como um todo. Grande parte das mulheres possue mamas com algum grau de assimetria, para a qual pode estar indicado o uso de próteses de tamanhos diferentes para minimizar esse aspecto.

Durante a cirurgia podem ser utilizadas peças pré-moldadas de silicone (medidores) com a finalidade de avaliar o tamanho e forma adequados para cada paciente, de acordo com seus anseios e possibilidades anatômicas de cada caso. As “novas mamas” passarão por períodos evolutivos. Até o 30º dia sua forma e volume ainda estarão aquém do resultado planejado, já que nenhuma mama será “perfeita” no pós-operatório imediato, apresentando um edema (inchaço) e pele caracteristicamente brilhante devido ao seu estiramento, sendo importante frisar que em casos raros podem surgir estrias. Do 30º dia ao 3º mês continua a evolução para a forma definitiva, porém pode persistir, em maior ou menor grau, o edema. Do 3º ao 12º mês a mama vai atingir seu aspecto definitivo, no que diz respeito à cicatriz, forma, consistência, volume e sensibilidade. Para o resultado esperado terá grande importância o grau de elasticidade da pele das mamas e o volume da prótese introduzida, já que o equilíbrio entre ambos é variável de caso para caso. Não menos importante é o cuidado tido pela paciente consigo mesma, pois assimetrias podem surgir devido ao deslocamento da prótese. Por isso, orientamos evitar compressão das mamas até o 30º dia, não devendo a paciente “deitar de lado ou com a barriga para baixo”, por exemplo.

Rejeição – contratura capsular

A tão temida rejeição ao uso de próteses de silicone nada mais é que uma reação exagerada do próprio corpo ao silicone implantado. O organismo cria uma cápsula ao redor da prótese que passa a apertá-la, o que poderá deixá-la endurecida e deformada. Nos graus mais avançados, essa rejeição pode trazer dor à paciente e modificar o formato da mama e, por conseguinte, ser necessária a troca do implante. Não há limite de data para que isso ocorra, sendo passível de ocorrer mesmo após muitos anos da cirurgia.

Quanto tempo posso ficar com a prótese? Quando devo trocá-la?

Por muito tempo foi divulgado que os implantes deveriam ser trocados a cada 5 ou 10 anos em média. Isso se deu pela experiência clínica de cirurgiões que notavam a ruptura durante esse tempo. Na atualidade, com os novos materiais na fabricação da prótese de silicone, estas se tornaram mais resistentes e não existe um prazo de validade determinado da cirurgia, ou seja, os implantes não necessitam serem trocados a cada 5 ou 10 anos; devem sim ser monitorados com consultas regulares ao Cirurgião Plástico para um exame adequado. Não sendo detectada nenhuma anormalidade a vida útil do implante é indeterminada e não há necessidade de troca.

Cicatrizes

A cicatriz pode ficar situada no sulco formado entre a mama e o tórax, na área da aréola ou, ainda, na axila. A escolha do cirurgião é baseada na análise clínica de cada caso e com consenso do paciente. Por exemplo, uma paciente que tenha aréolas muito pequenas, quase inviabilizará a colocação de silicone por essa via. A cicatrização transcorrerá por três períodos distintos, a saber: até o 30º dia, o corte apresenta bom aspecto, podendo ocorrer discreta reação aos pontos ou aos curativos. Do 30º dia ao 12º mês haverá um espessamento natural da cicatriz e uma mudança na sua coloração, passando do vermelho para o marrom, para, em seguida, começar a clarear. Por ser o período menos favorável da evolução cicatricial, é também o que mais preocupa as pacientes. Todavia, ele é temporário, e varia de pessoa a pessoa. Do 12º ao 18º mês, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos espessa até atingir seu aspecto definitivo. QUALQUER AVALIAÇÃO DO RESULTADO DEFINITIVO DE UMA CIRURGIA, NO QUE DIZ RESPEITO À CICATRIZ, DEVERÁ SER FEITA APÓS UM PERÍODO DE 18 MESES. Certas pacientes, em decorrência do seu tipo de pele, podem apresentar uma tendência a cicatrizes hipertróficas ou à formação de quelóide. Dentro do possível, essa tendência pode ser prevista durante a consulta inicial, pelo levantamento da vida clínica pregressa da paciente e de suas características familiares. Contudo, há vários recursos clínicos e cirúrgicos que auxiliam a contornar o problema das cicatrizes inestéticas, quando estas ocorrerem. O importante é não confundir o período de cicatrização (em especial o que vai do 30º dia ao 12º mês) com complicação cicatricial.

Curativos

Geralmente são utilizados curativos com gaze estéril e fita micropore, retirados após 24 a 48 horas do procedimento.  A retirada dos pontos ocorre em média de 7 a 14 dias, sendo até mesmo desnecessária se utilizados pontos absorvíveis. Podem ser utilizados dispositivos elásticos e sutiã modelador, especialmente adaptados a cada tipo de mama.

Complicações possíveis

É preciso entender que cada organismo reage de uma determinada maneira à cirurgia. Como exemplo, citamos a reação individualizada a determinados medicamentos, o que nos leva a preferir “esse ou aquele remédio”. Nesse sentido, independentemente do trabalho médico ter sido feito com o maior zelo, perícia e cautela, o resultado final também dependerá da reação do organismo à cirurgia e dos cuidados pós-operatórios, podendo em alguns casos ocorrer resultados desfavoráveis. Entre eles que, felizmente, são raros, o (a) paciente pode apresentar:

* Infecção;

* Necrose de pele, por deficiência circulatória (sendo o tabagismo sua maior causa);

* Abertura dos pontos realizados com exposição e consequente necessidade de retirada da prótese;

* Trombose venosa – coagulação do sangue dentro das veias, ocorrendo frequentemente nas pernas, cujos sintomas são inchaço e dor.  A embolia ocorre quando esses trombos se deslocam e migram para o pulmão, o que pode acontecer até 30 dias após a cirurgia;

* Complicações anestésicas – conforme o tipo de anestesia realizada – podendo acontecer alergia a medicamentos (choque anafilático), vômitos repetitivos, hipertermia maligna, cefaleia (dor de cabeça) pós-peridural, etc;

* Complicações estéticas: cada pessoa tem um tipo de cicatrização. São exemplos de complicações estéticas o aparecimento de quelóides, hipercromia de cicatrizes (escurecimento), assimetria mamária, etc;

* Hematoma;

* Rejeição – contratura capsular – que pode necessitar da troca de prótese;

* Alteração de sensibilidade da área operada;

* Entre outras.

Recomendações pré-operatórias

* Compareça ao local da cirurgia (hospital, clínica), no horário previsto e marcado na sua guia de internação;

* Apresentar-se para a internação acompanhado (a) de alguém;

* Comunicar qualquer anormalidade apresentada ou uso de medicações antes da internação (ex: doenças, uso de medicações como AAS e anti-inflamatórios que devem ser suspensos 7 dias antes da cirurgia, bem como chá de alho ou GinkoBiloba,etc.);

* Tomar banho de corpo inteiro na véspera da cirurgia;

* Não usar esmalte de cor escura;

* Jejum mínimo de 8h antes da cirurgia (inclusive de água), evitando bebidas alcoólicas ou refeições fartas na véspera da cirurgia;

* Não levar objetos de valor, pois a perda é de responsabilidade do paciente;

* Levar sutiã modelador.

Sutiã modelador para prótese de mama.

Faixa para evitar o mau posicionamento superior de prótese mamária.

Recomendações pós-operatórias

* Evitar esforço físico;

* Manter os braços junto ao corpo pelo período de 10 dias; somente voltar a dirigir após liberada pelo cirurgião – usualmente após 10 dias e obedecer às instruções que serão dadas por ocasião da alta hospitalar, relativas à movimentação dos membros superiores ou às massagens;

* Uso de sutiã modelador por um período mínimo de 30 dias;

* Evitar molhar o curativo até que receba autorização para tanto, normalmente após o segundo dia de pós-operatório;

* Não se expor ao sol ou friagem durante o período de 30 dias;

* Obedecer rigorosamente à prescrição médica;

* Voltar ao consultório para a troca de curativos e controle pós-operatório nos dias e horários marcados;

* Alimentação normal (salvo em casos especiais, que receberão orientação específica);

* Devido ao fato de estar sentindo-se muito bem, a paciente, às vezes, pode esquecer-se de que foi operada recentemente, permitindo-se esforços prematuros que poderão lhe trazer prejuízos;

* Consultar essas instruções tantas vezes quantas forem necessárias;

* Consultar o Dr. Diogo sobre quando poderá voltar às atividades normais;

* O resultado esperado também depende de você.

Lembretes importantes

* Toda cirurgia envolve riscos e toda intervenção com finalidades estéticas quanto reparadoras pode necessitar de retoques;

* Essas recomendações são gerais e dizem respeito à evolução habitual de pós-operatório, podendo ocorrer complicações não contidas neste informativo com as respectivas orientações que se fizerem necessárias.